sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Não faz diferença se você vem amanhã ou não vem. Desisti de esperar por alguém cuja ausência me faz companhia." (Caio Fernando Abreu)

sábado, 25 de dezembro de 2010

*na.mo.rar(aférese de enamorar) vtd 1 Esforçar-se para conseguir o amor de; cortejar, galantear. vtd 2 Atrair, cativar, inspirar amor a, seduzir. vint 3 Andar em galanteios. vpr 4 Tornar-se enamorado; afeiçoar-se, apaixonar-se. vpr 5 Agradar-se, ficar encantado. vtd 6 Desejar possuir; cobiçar. vtd 7 Fitar (alguma coisa) com afeto e insistência . vtd 8 Empregar todos os esforços para obter: Namoram os postos governamentais esses candidatos. Namorar as paredes: galantear, cortejar em vão.

*Dicionário Michaeles

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O problema

O problema não é meu.
O problema é nosso!
Mas se continuar assim,
O problema vai ser só seu.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Sentir-se amado*


O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.
Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?
Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. “Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho”.
Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. “Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato.”
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.
Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.”


*Martha Medeiros

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Diálogo Egoísta

Locutor 1: Já tem programação para o Natal e o Reveillon?
Locutor 2: Já! Vou passar o Natal com Antônio e o Reveillon com Maria.
Locutor 1: Ahh! Tá!
Locutor 2: Eu já tinha te dito.
Locutor 1: Foi? Não lembrava...
Locutor 2: Por que?
Locutor 1: Não, por nada...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Não! A gente não é um produto daqueles que se encontra na prateleira. Pelo menos, não eu. Eu não sou um pacote pronto onde só cabem 100 gramas de carinho ou meio quilo de raiva. Até porque tem dias que eu quero mais é encher o pacotinho de amor, até esborrotar. Mas também, tem aqueles dias em que só o coração bate, ou aqueles outros em que a ira toma conta e a vontade é matar o primeiro que olhar torto.
Mas essa é a graça da vida, né? Porque não seria legal ser sempre a mesma pessoa, em qualquer situação. É bom perceber que aquele sentimento pequeno, que a gente tinha na adolescência ficou para trás. E hoje, adulta, é capaz de sentir melhores coisas.
E o que seria de nós se não existisse uma segunda chance? Ou se, realmente, a primeira impressão é aquela que fica? Perderíamos tantos bons amigos, deixaríamos de viver tantos bons momentos... Só porque, na primeira vez, aquele (a) fulaninho (a) não foi assim tão legal como nós achamos que deveria ser?
Felizmente, não somos iguais. Viva a diversidade das pessoas. Eu gosto de rosa, você de amarelo e a outra pessoa gosta de verde-limão-neon. A outra pessoa gosta de forró, você gosta de lírico e eu de samba. A outra pessoa não faz questão de agradar, eu sou o meio termo e você é a simpatia em forma de gente.
E daí que são criaturas completamente diferentes uma da outra? Quando existe sentimento, de verdade mesmo, a gente sempre tenta entender e aceitar cada um como é. Porque amizade/amor também está nisso. Aceitar o outro com os inúmeros defeitos e as poucas qualidades. Mas isso sou eu que acho, né? E cada um tem os seus pensamentos e suas opiniões. Não sou aquela metamorfose ambulante como canta Raul, o Seixas. Mas também não sou um pacotinho pronto, exposto na prateleira.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Jornalismo

"Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte."
Gabriel Garcia Marques