segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Mais platônico impossível


Sabe aquele ditado: ‘Alegria de pobre dura pouco’? Pois é! Acabei de comprovar que é verdade. Explico-me.
Depois de alguns meses de luto a Princesa resolveu que estava na hora de recomeçar, de encontrar um novo a candidato a Príncipe. Não foi preciso procurar muito, ela achou. Decidiu que seria o Professor Platão. Aquele que ela acha(va) que mandava uns olhares ‘diferentes’ durante as aulas.
Mas o que fazer para rolar uma aproximação, já que os encontros com o Professor Platão são espaçados demais. Não dá para manter um vínculo com o belo rapaz, afinal não há uma regularidade no horário das aulas.
Ddepois de confabular bastante com as amigas, a Princesa decidiu que a aproximação seria através do ponto fraco do rapaz: a vaidade. O futuro-ex candidato a Príncipe gosta muito de ‘aparecer’. Foi quando ela teve a ideia de convidá-lo para escrever sobre sua escolha profissional. Troca de email, SMS, twitters - tudo muito profissional, diga-se de passagem. E assim o Professor Platão escreveu o artigo, falando que na época da adolescência tinha dúvida entre o Jornalismo e o Direito, mas optou pelo segundo por questões financeiras. Muitos blá, blá depois, ele coloca a seguinte frase: “Não me tornei um William Bonner, mas agora foco em encontrar a minha Fátima Bernardes”.
Óbvio, lógico, claro e evidente que a Princesa pensou que se tratava de uma indireta. Mas, por via das dúvidas, foi perguntar a opinião de algumas amigas. E elas acharam a mesma coisa: foi uma indireta.
Preciso nem dizer que a Princesa ficou mega animada, né? Ela tratou logo de manter o vínculo com o Professor Platão e mandou um email agradecendo a participação, elogiando o texto e que sempre usaria o conhecimento dele em matérias oportunas. Mandou o tal email e ficou na expectativa.
Ansiosa como só ela é, checava a caixa de mensagem a todo instante. E eis que chega a resposta do Professor Platão: “Que bom! Quarta eu vejo como ficou! Um forte abraço! À disposição”.
Agora me digam, isso é resposta que se mande? Não, né?! Claro que não, minha gente! A pobre da Princesa ficou A-R-R-A-S-A-D-A com o email. O Professor Platão cortou a possibilidade de uma nova troca de mensagens e uma possível evolução para o MSN, Orkut, essas coisas que aproximam as pessoas. E pior, para um contato mais pessoal, se é que vocês me entendem.
Ou seja, educadamente, o Professor Platão deixou a situação mais platônica do que já era.

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